Helô, a infinita

Como se despedir de alguém que é sinônimo de festa, de criação, de ideias mil, de encontros, de amizade e amor? Que parece inquebrantável, múltipla em sua capacidade de viver bem a cada segundo? Heloisa Teixeira é tudo isso e, de certa forma, representa para todas nós, da Bazar do Tempo, o infinito. 


Porque Heloisa Teixeira não acaba nunca. Ela inventou demais, mas também nos deu as ferramentas para continuar escrevendo, produzindo livros, tecendo redes, promovendo encontros e fazendo da sua vida a nossa inspiração. 

A escritora nos ensinou a perseguir o conhecimento, desconfiar de fórmulas dadas, pensar criticamente, discordar, encontrar novos caminhos. Uma bússola, mas também um farol que faz ver o que ainda parece encoberto. O que ninguém viu, Helô adivinha.

 

 

Helô sempre foi corajosa e enfrentou temas espinhosos. Não tinha medo de errar nem de reconhecer algum erro. Essa é também uma de suas maiores lições. No campo do pensamento, ousar ir contra a corrente é sempre um desafio que pode ser desgastante. Ela tinha coragem, mas também energia e discernimento. 

Sua presença nos aniversários da editora, em seus lançamentos, nas reuniões de criação dos livros, na concepção da coleção Pensamento Feminista, do Clube F. e em momentos importantes como a sua posse na Academia Brasileira de Letras estão registradas em nossos arquivos, em nossa memória. 

 


 

É difícil a despedida de uma mestra como Helô, a quem recorremos tantas vezes para pedir um conselho, compartilhar uma ideia, mostrar um projeto. Ela se vai, mas ficam sua presença, suas obras, seu legado. E também aqui nos deparamos com sua imensa generosidade: Helô sempre fez questão de abrir suas gavetas, trabalhar no coletivo, criar redes, compartilhar com todas nós as suas ideias. Essa herança intelectual e afetiva é intangível. 

 

Por isso, Helô é infinita. Pra gente, ela vai durar pra sempre. 

 

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