ÉDOUARD GLISSANT

Édouard Glissant nasceu em 1928, em Sainte-Marie, na Martinica. Foi autor de uma extensa obra, entre ensaios filosóficos, romances, poesia e teatro. Na juventude, por influência de Aimé Césaire, se aproxima do surrealismo e participa ativamente do grupo literário e político Franc Jeu. Muda-se para Paris em 1946 e inicia os estudos de filosofia, na Sorbonne, e de etnografia, no Musée d’Homme. A partir dos anos 1950, engaja-se em movimentos pela descolonização ao lado de escritores como Frantz Fanon e René Depestre. Seu primeiro livro de poemas, “Un Champ d’Îles”, é lançado em 1953. Três anos mais tarde publica o ensaio “Soleil de la Conscience – Poétique I”, inaugurando a série de livros de um projeto conceitual e poético marcado por uma rara originalidade, do qual fariam parte Poética da Relação, de 1990, “Traité du Tout-Monde – Poétique IV,” de 1997, e “La Cohée du Lamentin – Poétique V”, de 2005. A Relação, um dos conceitos centrais de sua obra, também está presente em O discurso antilhano, de 1981, seu trabalho mais conhecido. Como ficcionista, lançou oito romances, entre eles “La Lézarde” (1953), pelo qual recebeu o Prêmio Renaudot. Glissant teve uma significativa carreira universitária, lecionando nas universidades da Louisiana e de Nova York, e desenvolveu importantes atividades na Unesco. Em 2010 publicou seu último livro de ensaios, “Philosophie de la Relation”. Morreu em Paris, em 2011. Édouard Glissant foi um pensador incansável, ousado, provocador e plenamente dedicado à tarefa de refletir sobre os efeitos da colonização e (re)imaginar o mundo.

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